Eleições e Religiosidade da Terra

Junho 2, 2008

Descobri que fazer entrevistas pra mídia é uma faca de dois gumes. E quando se é pré-candidata às eleições municipais de Niterói e possui uma visão dúbia, ora pró-agnósticismo, ora pró-paganismo, a faca parece ter vários gumes, com direito a preconceito, misinformação, misoginia e pseudovaloração!

 

Um belo dia alguém te liga e diz que quer te entrevistar para matéria do fim de semana sobre eleições e religiões. Você vai ao encontro marcado e fica lá, dizendo um monte de coisas sobre sua vida, ideologias, criticas e aspirações, falando por quase duas horas. Espera dias até a reportagem aparecer. Quando dá de cara com a matéria, o espanto! Aí a ficha cai. O que é que se queria? Seu perfil não é muito “tradicional” no quesito religiosidade e o repórter, apesar de simpatizante da causa, pouco sabe sobre o que seja neopaganismo, religiosidades da terra e agnosticismo… Aí na hora de escrever é óbvio que sai um amontoado confuso e dando a impressão que sua tradição é um “novo cristianismo”, corroborado com o título aberrante e contraditório às suas ideologias religiosas. 

 

Aproveito o pressuposto pra desdizer o enunciado da matéria.

Não. Realmente não está no meu dicionário, nem religioso, nem prático. Portanto o título é uma afronta a minha pessoa.

Não. Não sou wiccana, mas sim descendente de uma tradição de origem cigana e pagã chamada Florescentia.

E outra, não uso a minha simpatia religiosa como “escada” eleitoral, como quis sugerir a descrição da foto no artigo impresso.

 

Enfim a matéria saiu pela culatra…..

 

Moral da estória: NUNCA MAIS!

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